sexta-feira, 8 de setembro de 2006

     Americanatípica

     Frio típico de São Paulo e um feriado atípico.
     Beatles a 4 vozes, curtir a estrada e a copilotânsia de chegar. Tentar esquecer o ponto de chegada para se concentrar na jornada, típico. Repleto na estrada, da vida...
     Casa da vó faz entender que algumas coisas na vida passam e que outras valem a pena. E que vida vale a pena? "A maior felicidade do mundo é ver vocês felizes". Atípicos sentimentos e atípicas situações.
     Parque Ecológico para ver os pingüins, que não estavam lá. O que era presente era a felicidade. Rindo, senti-me tendo família, belonging. Uma vez mais, com amigos. E chorei.
     E me abri e me expus e batuquei, nervoso, e pensei. E quis saber: onde estava a Vivian para ver o Melman? Por que fui a tantos lugares e não fui conhecer o Rio da Rapha? E por que...? Por que sempre fomos distantes uns dos outros?
     O típico seria eu escrever agora sobre o abaixo-assinado de um chimpanzé que não vi e outros recortes, outras peculiaridades sem importância e que não acrescentam em nada, mas não hoje.
     Hoje o dia foi atípico... e pensei em tudo. Tudo que há de certo e de errado, não nos outros, mas em mim. Atípico.
     Positionings...? Regras... e limites...? Prós... e contras...? Attachment... e dettachment...?
     *suspiro*
     O que eu valorizo?




     Se você pudesse mudar uma coisa em sua vida, o que você mudaria?

Arcano 20 - O julgamento (quando eu achar a carta, eu ponho :P)

"TAROLOGIA: nos tarôs clássicos e modernos, [a carta] revela que um anjo, símbolo entre os planos espiritual e material, está tocando uma trombeta, símbolo da anunciação divina; ele se concentra nas nuvens, símbolo da porta celestial. Os seres humanos retratados estão nus, sem máscaras ou ilusões, e rezando, o que simboliza a resignação, a espera, o resultado, a expectativa do novo, da ordem superior e inquestionável. A lápide, símbolo da expiação - mentira ou verdade, ignorância ou nobreza -, está aberta e exposta para que todos vejam e analisem a realização, a obra e os caminhos futuros; observar e aceitar as opções oferecidas pela vida é uma sabedoria adquirida e não uma cultura social imposta. Este arcano sugere o renascimento, uma nova vida, um futuro diferente, progresso e desenvolvimento. Nada nem ninguém será como antes: surpresas, revelação, mudanças (grifo meu)(Para um melhor entendimento da potencialidade deste arcano, pesquise as seguintes palavras: transcendência, novidade, carma, destino, espírito, espiritualidade.

TAROMANCIA:
1) Material - novidade, supresa, renovação, oportunidades (originadas pelo destino).
2) Mental - meticulosidade, crítica, intelectualidade, análise do novo.
3) Sentimental - novas emoções, vontade, expectativa, afeto.
4) Espiritual - fé, compreensão, vivência, iluminação.

*Advertência para os quatro planos: aceitar a mudança e a nova vida, ela é bem melhor.
*Em casa de conselho, perdoar, transcender e buscar a paz interior."


(Fonte: NAIFF, Nei. Curso completo de tarô. Nova Era. Rio de Janeiro: 2004.)

quinta-feira, 24 de agosto de 2006


As I am

"To those who understand,
I extend my hand
To the doubtful I demand,
take me as I am
Not under your command,
I know where I stand
I won't change to fit your plan,
take me as I am"

As I am

Só uma banda com dois taurinos poderia escrever um refrão tão cabeça-dura.

É assim que somos.
Mas isso às vezes machuca as pessoas...

Mas pra uns realmente dá vontade de gritar esse refrão.

Ou isso:

"I wanna feel your body breaking
Wanna feel your body breaking
and shaking
and left in the cold
I want to heal your conscience making
a change o fix this dying soul
this dying soul"

(This Dying Soul)

E tem que ser muito cabeça-dura pra, mesmo sabendo que machuca, continuar fazendo. Passando pela ignorância, isto pode beirar a idiotice em casos extremos. Usar isso como um refrão na vida pode fazer com que a credibilidade seja abalada com todos ao redor. Eu sei porque às vezes também sou assim. Mas saber que...

"Birds always grow silent before the night descends
Cause nature has a funny way of breaking what does not bend"
(Innocence Maintained)

... é um passo para tentar se melhor. Para si e para os outros.

(A repetição daqueles refrões só podia ser coisa de taurinos. E uma pérola dessas, no meio da música, sem ficar martelando, só podia ser coisa de pisciana... Ah, Miss Kilcher...)

By the way, já pensou no formato que um frágil graveto fica quando se quebra sem romper?


Erotica

E está chegando....

O evento anual e que cresce a cada ano...



Adoro os shows!

Todos eles.

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Aaaa, the queen of hearts!
(fonte: http://elfwood.lysator.liu.se)

E ainda há quem diga que o A é a carta mais foda...
(and they're not mistaken at all ;)


Sweet salad

Há coisas que une langue seule n'est pas suficiente para decir...

torta

DE

limão

acabou turning into

lemon pie


There are things we can't translate ipsis literis to another language. That's why one language won't ever be enough.

terça-feira, 8 de agosto de 2006


"Drive in, drive out..."

Repeat after me:

"Sa tis fei to"

OK. Good. Again.

"Satisfeito!"

:)

Adoro dirigir!! Ter esse gostinho de novo com o Pimps, da Vivs, foi ótimo!
Caiu do céu pra minha auto estima.
Não vou esquecer disso, querida.
FIT-0440

XOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXOXO


Momento confete

"- Nossa, o Rapha é o co-piloto mais ninja..."
(...)
"- Ah, meu, você dirige mó bem!"

Foi espontâneo, foi sincero.
O som ainda ecoa na minha cabeça...
Satisfeito.
=)

E é bom saber que há quem acredite na qualidade da minha direção, especialmente pessoas com alguns anos de experiência automobilística intensamente urbana.


Uma música dedicada à sempre amiga Nati:

CLOSING TIME

"Every new beginning comes from some other beginning's end"

Eu diria até que a new beginning has to come from the other's end.

-.---.----..-.---.----..-.---.----..

Performance sensorial

A Casa das Rosas (av. Paulista) está sendo palco de uma experiência teatro-sensorial quase indescritível.

O Grupo Sensus se propôs a proporcionar uma viagem pelos sentidos humanos. O público, de no máximo 30 pessoas por vez, é levado a uma sala no piso superior da casa. Na sala, à luz de velas, cadeiras dispostas em um retângulo. O apresentador do grupo, de umas 15 pessoas, todas vestidas de branco, dá uma explicação rápida que resumindo é: nada de celular, tirar balas ou chicletes e tapar os olhos com as vendas que estão nas cadeiras. The journey begins.

Sem a visão, os outros sentidos são explorados ao som duma música repetitiva, quase hipnótica. Relaxar é fundamental. Nisso, os atores recitam trechos ou resumos de contos de nomes como Jorge Luís Borges e Julio Cortázar. Os sentidos explorados giram em torno do enredo dos contos.

A atmosfera misteriosa é amedrontadora de início (me senti numa festa das do De olhos bem fechados - sem as drogas nem o sexo, claro). Mas é simplesmente genial!

A duração é de 35 minutos, o preço é de R$10 e a música que toca na entrada do público é Venus as a boy, da Bjork. :P

Recomendo.
Fortemente.
Insistentemente.
Meu, como assim "quer uma mordida?"!!!

sábado, 5 de agosto de 2006

Aula

Fim da primeira semana!
Uma tarde sem trabalho.
Um pouco de meditação zen-budista,
árvores de um dia lindo
com carros poluindo:
"World, hold on!
That's 'cause I'm messing with my future"

E na história contemporânea
um sutiã com farpas...

Trânsito, techno, troubles.
Um céu sem lua.
Na casa com rosinhas
e mais aula! :D

............................................

"Vivendo e aprendendo a jogar
Vivendo e aprendendo a jogar
Nem sempre ganhando,
Nem sempre perdendo,
Mas... aprendendo a jogar"

............................................

It doesn't matter the game

I've taken my chances,
I took the risks,
Now I wanna play for real.
Agora, só em Copas.

quinta-feira, 3 de agosto de 2006


Quiroga pra quarta

ABSTER-SE DE FAZER O RIDÍCULO, PELO MENOS.
Data estelar: Lua quarto crescente em Escorpião será vazia das 6h08 às 20h13, horário de Brasília.
Enquanto isso, aqui na nave Terra nossa humanidade poderia, pelo menos, abster-se de fazer o ridículo, e num dia como hoje ouvir com mais atenção a voz de suas entranhas, que a manda descansar, abster-se dos compromissos e de, principalmente, abrir a boca para tentar explicar o que só mentiras deslavadas poderiam descrever. O melhor serviço que nossa humanidade de boa vontade pode prestar a sua espécie é aumentar, dia a dia, o tamanho de sua despreocupação, retomando sua condição natural, que mais se parece à de uma criança brincando nos campos infinitos do Altíssimo. Períodos extensos de Lua Vazia, como os de hoje, colocam em relevo essas figuras patéticas que a cultura moderna produz, mas também as almas puras que silenciosamente sempre agem em nome do bem.

(quiroga.net)

.......................................................

El Kabong!

Perdidos na Brasil.
No sorries.
No inside tables. O aquecedor de fora não foi suficiente: a mesa continuou fria.

Mexico City Blues...
El mejor Mojito(s?)
Os trabalhos e os dias,
os astros,
estrelas,
passado,
presente,
(futuro...)

Depois de tanto falar [..............o perfume..]
o frio era grande e o aquecedor de dentro foi bom
Note: não só mais uma vez, mas freqüentemente.

No shuffle do mp3: "Sueño con Mexico"...
Increíble!

terça-feira, 1 de agosto de 2006


*sigh*

Os trabalhos e os dias

Voltei às aulas! :)

Estava sentindo falta...
Muita falta...
*suspiro*

Já não era sem tempo...
Muito tempo...
*suspiro*

"A horse! A horse! My kingdom for a horse!"
*suspiro*

segunda-feira, 31 de julho de 2006


Símbolo de Copa

      E numa mesa de botequim dum subúrbio carioca, bebendo cerveja:
      - Ô, amigo Castro, chega mais. Assente-se. Novidades?
      - Ó pá, pura bruma. Pois?
      - Olhe que de minha parte nada também. Mas do nosso amigo, viu? Fiquei sabendo que ele tem se dado bastante mal. Se dar bem, só em Copa, minha praia! Pois é! Foi ver um espetáculo, um coral no Municipal, coisa fina; quando chegou já tinham esgotado as entradas... - e ri.
      - Ah, mas tal indigna sombra!
      - Pois é, e estava acompanhado! Estava com uma pequena e passou por uns maus, viu? Olhe, Castro, não há vergonha igual para um homem. Erro de planejamento. Pior que isto, só não ter para pagar-lhe o jantar... - bebe um gole - Ou o motel... - sorri.
      A vitrola rodava um samba antigo desafinadamente. A tarde ia dando lugar a uma noite com cara de chuva, ainda que muito quente.
      - E depois ainda não foi ao tango? E ouvi que pisadelas não faltaram, o bruto. Quase pontapés! Mas não tem jeito, amigo Castro, não tem jeito... Bom mesmo, só em Copa! Se não, maçada.
      - Foi à dança acompanhado? São amigas do trabalho!
      - Amigas! Qual! Eu bem tenho minhas amigas lá na Lapa! - e ri.
      - Ora, não fales assim. Tão distintas as raparigas!
      - Pois é delas mesmo que falo! Hahaha...
      - Mas se são amigas, gajo! Tu não tens amigas?
      - O, Castro, você vê tudo com névoas! Seja mais realista, homem.
      - Deixa o amigo que inda lhe é verde o coração. Um dia saberá mirar a clepsidra. E bem compreender a vida.
      - Ah, tolices...! Depois do tango ainda foi a um show, desses modernos; e, claro, acompanhado, com duas.
      - Vejo-te na Natureza inveja.
      - Qual inveja! Só descrevo os fatos, como um bom jornalista.
      - De anoitado intelecto, isto que é!
      - Não bebes, Castro?
      E bebe mais um gole da cerveja. E mal consegue dizer em meio ao riso:
      - Ah... E depois o asno... Ele ficou com a morena... até o nascer do dia, esperando... esperando o coletivo passar...! E no outro dia foi ainda pior! Ia ao cine... Ia com com esta mais a do teatro e adivinha... adivinha só!
      - Não o sei. Acabaram-se as entradas?
      - Batata!
      E riu um riso sarcástico. E continuou:
      - E ainda fez as pequenas se molharem da chuva! Hahaha!
      - É, o arrependimento é uma ponte sem volta... Mas deixe-o lá quieto...
      - Haja rapaz mais incompetente que nosso amigo, hein!
      - Cesse essa expressão! Suas intenções são, aposto, as melhores; os mares lhe devem ser de infortúnios. É só isso, só; e ponto final.
      - Pois quer coisa chique e falta-lhe a fortuna!
      - Esta tua ironia clássica... Isto é que não é pra mim!
      - Ora, Castro, bebe um gole, joga uma rodada. Não entra num pife, num carteado qualquer? Mão de poeta diz que é boa pro jogo.
      - Vou é voltar aos meus versos! Que tu tudo vês com maus e frios olhos! Aposto que a ópera não foi trágica! E que acabou tudo bem. Mas cada um c'os olhos que merece. E não te antecipes... Falar, sem olhar... Te faz por demais sangüíneo.
      - E você, Castro, por demais doce e às vezes melancólico. Mas é isso que gosto em você... E deve fazer sucesso entre as... entre as fêmeas...
      - E tu sempre a pensar nisto! Volto aos versos! Já é noite alta e não quero me iludir. Não com esta margem do rio. Volto enquanto há areia a correr. Depois, vais ver, não há volta. Passar bem e obrigado!
      Castro se levanta.
      - Você que está certo, Castro. Você é que está certo...
      Vira o copo e diz:
      - Tudo é questão de... "tacto"... Ê, Castro! Só em Copa...! Fecha aqui, garçõ!

sábado, 29 de julho de 2006


E 3h, sábado, no msn:

- Ando tão má.....tão de saco cheio..... tão honesta!

(risos)

sexta-feira, 28 de julho de 2006


Open mind

Um convite e
fui pra lá:
Carioca.
Alessandra
e a Vivian,
mais a Rose
Até acertar:
Um, dois, três.

A cintura
toda solta
e o sorriso
radiante.
Muito sexy!
A estranha?
Pas du tout
ali dentro.

Eu no Zouk?
E gostando!?
Como assim???
"Que delícia..."

terça-feira, 25 de julho de 2006


- Onde você mora? - plantonista de Port. 1
- Ah, perto do Credicard Hall, ponte João Dias... - plantonista de Port. 2
- (...)
- Eu moro perto de todos os meus vizinhos - plantonista de Mat.
- Ah, que bom... porque fica mais fácil de encontrar com eles, né? - plantonista de Port. 1

Ironia é apelido. Portuga team!

Plena segunda-feira

Amanda, um abraço matinal e
7h58 - ufa!
"Alessandra e Raphael, de Português".

Os 6 na sala professoral.
Chega a Vivs.
Trabalhamos um trabalho sem vida e animado.

Almoço plantônico juntos e uma bomba à mineira!
Pra adoçar, atônito, mais questões.

E 69 filmes.
As palavras na folha dançavam um tango
e me remexiam o ventre risonho. (Flash@Ale'squeimandoBeatlesprediando)
Elazinha à dança; e convenço a Vivian a pegar o carrinho.
Nenhum mérito fora o chá convencido.

Almofadões e uma irmandade demandante:
pães e zaatar e gergelim e kibe e coxinha e coxões e véus e tamborilar dedo-musicais doces...

- Tâmara é uma noz?
- Não, é uma fruta!
- Ai, caramba!

Ufa-ufa!
E rolamos morro acima, quase vi errado(a), para o carro das despedidas concertadas.

A escolta
feliz último bus
pós-40min,
às 30 do outro lado do dia.

e a segunda narrativa surreal...

A - R - P - Va - C - Vi

Ela, desesperada - e, ao mesmo tempo, ávida - corria em direção a ele. Era fim de tarde.

O pôr-do-sol ajudava seu choro, mas ele, [com ela] em seus braços não se comoveu. Ele só pensava em outra coisa.

Pensava na paixão que tinha por aquela moça, que em muitos momentos fizera-o muito feliz.

E logo ficava revoltado, não entendia como ela o traiu com o padeiro. Mas era preciso pensar no futuro das crianças... e sem o pão não tinha como...

Quando a aurora, com dedos de rosa, surgiu matutina, ele já havia esquecido dos problemas. Decidiu cair na noite e pediu uma vódega para o garçom numa mesa de bar.

A Balalaika já tinha acabado e só sobrava a última garrafa de Moscowita. Péssimo, mas já não podia mais escolher o caminho de volta.

Bebe-la-ia de qualquer forma. O pior que poderia acontecer seria uma grande dor de cabeça; e, sem a menor vontade de pensar, seguiu seu fado.

Mas e se fizesse mal? Parou com o copo já encostado na boca. Melhor não, não quero arriscar-me.

Porém, ele não se acovardou novamente e engoliu tudo até a última gota... E aquela última gota significou a abertura do desassossegado livro de uma vida.

E Pedro, que estava de fora, disse à sua gueixa apenas isto: 'Se você dança, eu danço'. E até a última gota foi parar no bar.

Danças mexiam realmente com ele. Ela, aceitando o desafio, pôs-se a dançar abusando de olhares sensuais ao longo da música.

Os corpos se entendiam, deslizavam desejosos, ritmados. Se encaixaram os quadris e os olhares, ele e ela, só.

O mundo podia acabar naquele momento. Assim, aquela deliciosa sensação de tê-la acabaria juntamente com aquele pecado que se consumava.

Mas o demônio o impelia a lutar pela vida e a sugar aquela sensação prazerosa ao extremo. Eis que surgem, do fundo da floresta, corujas e pirilampos.

Meu! Que droga! A maconha acabou galera! Agora só nós resta observar os mafagafos embriagados mafagafinharem por aí!

segunda-feira, 24 de julho de 2006


Seis pessoas e muito tempo livre...

Vi-C-Va-P-R-A

João passeou no parque.
...e avistou um ninho de mafagafos...
...embriagados e famintos
corriam alucinadamente pelo deserto.
Até acharem um oásis de água imbebível.
Se bem que, nesse oásis, o clima era tão tenso que a água quase não fazia falta.
Ele tentou aproveitar libidinosamente todos os atributos do local, mas conseguiu ir além.
Avistou as vergonhas da transeunte incauta e pensou: 'Ah, eu tô maluco!'
Resignou-se por não poder possuí-la e enclausurou-se nas montanhas.
Resignação ou covardia? Não precisava, necessariamente, fugir de seus desejos.
Não! Fugir disso seria covardia, sem dúvida. Devia, sim, era possuir tudo ali que podia! E logo!
Calafrios, arrepios, tremores, vontade, medo. Mas aquela tinha que ser a hora H.
E ele decidiu ir com tudo.
Não teve conversa: ia ser tudo e naquela hora. Ao fundo, tocava uma marchinha de Carnaval, na voz de Sílvio Santos: 'A pipa do vovô não sobe mais!'
E ela não subia, não dava sinais de levantar vôo. Que desespero! Decepção! Mas lembrou-se de ter calma e relaxar um 'cadinho.
Respirou fundo e foi acalmando-se. Num passe de mágica, o que parecia impossível aconteceu.
Ouviu ao longe uma música, Wagner talvez. E seu espírito falou-lhe alto, deixando o corpo de lado. Calmaria.
A brisa da noite bafejava, e a lua estava plena.


Surreal? 'Magina!

(depois tem mais uma!)

domingo, 23 de julho de 2006


Claro escuro

"... e se achar que falo escuro não mo tache, porque o tempo anda carregado; acenda uma candeia no entendimento."

(Oswald de Andrade)


Sabe quando você morre por dentro?

Sabe quando quem você menos espera te apunhala esfregando na sua cara que não confia em você?

Uma pequena morte, uma sensação de maior abandono ainda. Quando você está extremamente focado e preocupado com um âmbito da sua vida que não anda dando muito certo, ou que tem provocado inconstâncias de humor... Bom, tudo isso acontece porque há espaço para não doer dentre os outros aspectos da vida: a gente sempre sente a dor que dói mais. E a minha mais forte no momento era em outro lugar, em outro aspecto. De repente, aquele que você acha certamente embasado, fundamental, ele rui.

Foi assim. Simples assim.

Ruína por causa de um carro. Não, não é por causa de um carro, é por causa da minha cobrança a mim mesmo... E quando eu já não me acho bom o suficiente pra alguma coisa eu sofro muito... Quando qualquer pessoa acha que eu não sou bom o suficiente... esquece, dói demais! QUANDO A SUA MÃE ACHA QUE VOCÊ NÃO É BOM O SUFICIENTE, NÃO CONFIA EM VOCÊ, PRA MIM É A MORTE.

Com meu pai nunca tive uma boa relação. Com minha mãe não. Sempre foi minha amiga... O que é pior. Porque confio no julgamento dela... Como chorei daquela vez que eu descobri que agia errado com minhas namoradas... Foi com ela...

Dizer "não" não dói. Dói ela esfregar na minha cara que ela não confia em mim, que eu não sou/fui/serei capaz de agradá-la.

Tudo bem, eu errei, eu sei que errei, eu me culpo por ter errado e sempre vou me culpar e sempre vou achar que poderia ter sido pior e eu tenho plena consciência disso, uma consciência aguda, penetrante, que me mata só de pensar... Sei que sou duro comigo mesmo... E já dói o suficiente... Agora... Outra pessoa... E ainda mais aquela que eu sempre tento agradar... SEMPRE... SEMPRE A BUSCA DE RECONHECIMENTO, SEMPRE E NUNCA NUNCA NUNCA NUNCA CONSIGO NUNCA CONSIGO................

por isso chorei quando ela foi me ver cantando no coral... agradar. simples assim.
Ser um filho que ela tenha..................................... orgulho. Não. Nunca é.

Suddenly, my life loses all the purpose of existing. Mas sei que morrer não ajudaria. Como viver também não ajuda.
*...

eu

...+
E o que estava em ruínas agora me destrói junto com mais essa. Ausência de tudo, de mim mesmo. De motivo. de vontade...


qualquer 'não' dói.

o dela
mata.

me mata de dentro pra fora.

nem fazendo o curso. sem chances, irredutível. sem nada, sem sem sem sem sem.

talvez ela se importasse se eu tivesse realmente batido o carro, capotado e ficasse tetraplégico, ou algo assim? talvez assim... apesar da culpa consciente q eu sentiria, at least she would mind... she would take care...

'não conte mais com isso'


perdi uma amiga hoje.
ganhei grandes , excelentes, fofas, inenarráveis amigas ontem; perdi uma hoje.

confiança é, pra mim, pré-requisito de amizade... não confiar... no words...

*suspiro* e fim


Sexta-feira

Que almoço bom!

Que sorriso bom!
Que abraço bom!
Que almoço bom!
Que beijinho bom!
Que abraço bom!
Que sorriso bom!

Como é bom ficar com quem se gosta!

E a noite prometia. E só pensava nela, nas músicas, nas bebidas. Ah, a noite!

Sexta-feira.
Dia de absolutas surpresas latinas!
Sexta-feira de Thalia.


Lemon pie

May the Queen Crimson be, ad perpetuam rei memoriam, a mina!

E para ser homem de verdade tem que ser muito mulher, por isso que sobram moleques e faltam homens.

(Ah, nem saiu tudo que eu tinha pra dizer... Mas foi foda. Nas duas acepções, pra bem e pra mal, só não foi literal. Let's go, girls!)

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Grey Street
(Dave Matthews)

There’s an emptiness inside her
And she’d do anything to fill it in
But all the colors mix together... to grey

And it breaks her heart


Só trocar o her por him e o she por he.

......................................

Mr. Jones
(Counting Crows)

All of the beautiful colors are very, very meaningful
Yeah, you know gray's my favorite color
I felt so symbolic yesterday
If I knew Picasso
I would buy myself a gray guitar and play


..........................................

Cansei de estar sempre de cinza, essa "areiazinha cinza".

Quero mais cores!

É preciso dar vazão aos sentimentos!

quarta-feira, 19 de julho de 2006


A arte de amar
(Manuel Bandeira)

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.

As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.