quinta-feira, 29 de janeiro de 2004

Tá, dessa vez vou tentar ser menos técnico e mais despojado...

Acquaria
(Brasil – 103min – 2003)

Deixei qualquer preconceito de lado e fui ver o filme dos irmãos Sandy e Junior.

Fiquei surpreso logo nas primeiras cenas: o que se abria diante de mim era um bom filme. Não excelente, mas mais do que costuma ser qualquer produção envolvendo os dois irmãos ou a Globo Filmes.

A história é original e fala sobre um tema atual: a falta de água no planeta. Ela é contada sob o ponto-de-vista do futuro, quando a água já teria se esgotado.

A edição, às vezes com 2 ou 3 telas de cenas acontecendo ao mesmo tempo lembra histórias em quadrinhos. E como toda história que poderia ser tirada dos quadrinhos, a direção de arte e os figurinos também são muito bem apropriados. Nesse aspecto o pecado é o excesso de maquiagem de Sarah, personagem da Sandy. O acessório possivelmente não seria usado no meio do deserto numa Terra com falta de água.

Outro defeito é a superficialidade da mesma Sarah. Como uma misteriosa e desconfiada errante do deserto, ela é uma ótima desconfiada errante do deserto, mas como misteriosa ela deixa a desejar. Talvez por culpa da direção ou da própria Sandy sabemos que não há qualquer surpresa em sua personagem.

As músicas atrapalham para o esquecimento da vida real dos atores-cantores. Mas até que não são tantas para um primeiro filme de uma dupla que faz da música seu principal meio de vida.

É um filme fé ficção em cuja realidade conseguimos acreditar por causa do roteiro bem escrito e da realidade dos personagens bem retratada. Só isso já faz de Acquaria um filme no mínimo regular. Mas ele vai além: entretém, faz rir, emociona e ao final até tem-se a sensação que foi curto demais.

Surpreso, achei Acquaria um filme acima de regular: bom.
Astro da série Everwood é primeiro candidato à adaptação de Tintin

Gregory Smith é o moço.
Na foto do e-pipoca até que está parecido.
Big Brother 4

Quando surge algum participante com um pouquinho mais de inteligência, o povão o elimina.

O povo quer o pobre, o coitadinho, o burro, o sem inteligência. E é como dizem as histórias que vêm desde os mitos gregos: os povos vêem no herói qualidades que eles próprios não têm, mas almejam. Eliminam o inteligente pois, de dentro da vã ignorância daqueles, não conseguem discernir sua qualidade e votam no imediatamente superior a eles, o herói-jumento que normalmente ganha o Big Brother. Esse é o retrato do povo brasileiro. Muito, mas muito infelizmente.

O erro não está no jogo, mas em seus participantes.

“Eu gosto dos que tem fome
Dos que morrem de vontade
Dos que secam de desejo
Dos que ardem”

(Adriana Calcanhotto)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2004

Enquete FRASE DO ANO
fonte: Revista Zero

1. “A melhor música do Nirvana é ‘Nothing Else Matters’.” - Leandro, do KLB, em entrevista à [ ] Zero. 43,97%

2. “A Namíbia é bonita e limpa, nem parece a África.” - Lula, o presidente, em atuação Magda. 16,29%

3. “Sempre quis surfar, mas as ondas atrapalham.” - Kelly Key no Esporte Espetacular de 15/06. 16,07%

4. “A coisa mais amável que pode se fazer é dividir sua cama com alguém.” - Michael Jackson, solidário. 9,82%

5. “Death metal alemão. Ou Coldplay.” - Lars Ulrich, baterista do Metallica, provocado sobre o que usaria para torturar inimigos. 7,81%


Gostei dessa revista.

E o Lars é o Lars. Pode ter um péssimo gosto pra timbre de caixa - que ultimamente vem parecendo uma lata de Neston vazia -, mas o cara tem personalidade.
E "personality goes a long way".

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MÚSICA DO ANO

1. Cara Estranho - Los Hermanos 24,46%

2. Seven Nation Army - The White Stripes 16,30%

3. 2+2=5 – Radiohead 13,59%


Cara, gostei MESMO dessa revista!
Interessou? Dá uma olhada.

terça-feira, 27 de janeiro de 2004

Oscar Nominees

Hoje saiu a lista de indicados ao Oscar 2004.
Cidade de Deus recebeu quatro indicações. Qual a surpresa? O filme ser brasileiro, porque não deveria ser supresa alguma um filme da Miramax, produtora superpoderosa financeiramente, depois de tanto jogo de marketing ter algumas indicaçõeszinhas pra um prêmio onde quem ganha é quem tem a produtora mais rica...

E no domingo aconteceu a premiação da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood, o Globo de Ouro. Todos os indicados você vê aqui. Os premiados foram:
Melhor filme - Drama: O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei
Melhor filme - Comédia ou Musical: Encontros e Desencontros
Melhor direção: Peter Jackson, por O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei
Melhor roteiro: Sofia Coppola, por Encontros e Desencontros
Melhor ator - Drama: Sean Penn, por Sobre Meninos e Lobos
Melhor atriz - Drama: Charlize Theron, por Monster
Melhor ator - Comédia ou Musical: Bill Murray, por Encontros e Desencontros
Melhor atriz - Comédia ou Musical: Diane Keaton, por Alguém Tem Que Ceder
Melhor música: Howard Shore, Fran Walsh & Annie Lennox por "Into The West", em O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei
Melhor trilha sonora: Howard Shore, por O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei
Melhor filme estrangeiro: Osama, do Afeganistão
Melhor ator coadjuvante: Tim Robbins, por Sobre Meninos e Lobos
Melhor atriz coadjuvante: Renée Zellweger, por Cold Mountain

Melhor minissérie ou filme feito p/ TV: Angels In America
Melhor ator - Minissérie ou filme feito p/ TV: Al Pacino, por Angels In America
Melhor atriz - Minissérie ou filme feito p/ TV: Meryl Streep, por Angels In America
Melhor ator coadjuvante de série, minissérie ou filme feito p/ TV: Jeffrey Wright, por Angels In America
Melhor atriz coadjuvante de série, minissérie ou filme feito p/ TV: Mary-Louise Parker, por Angels In America

Melhor série - Comédia: The Office
Melhor série - Drama: 24 Horas
Melhor ator de série - Drama: Anthony Lapaglia, por Without a Trace
Melhor atriz de série - Drama: Frances Conroy, por Six Feet Under
Melhor ator de série - Comédia: Ricky Gervais, por The Office
Melhor atriz de série - Comédia: Sarah Jessica Parker, por Sex & The City

segunda-feira, 26 de janeiro de 2004

"A Cesar o que é de Cesar"

O devido crédito deve ser dado: o texto sobre os três blogs logo abaixo (que formam T. P. M.) é meu, mas a observação que gerou o texto é da Nati.

Agora, sim. :)

domingo, 25 de janeiro de 2004

Feliz Aniversário, São Paulo!!!

Claro que uma parabenização desta cidade não ia ficar de fora do MusicoMind.
Amo essa cidade. Tem todos os problemas de uma grande metrópole – megalópole, se preferir – mas também tem todos os benefícios de uma. E quem morou em outra cidade sabe melhor apreciar a sua. Depois que voltei de Porto Alegre, em maio de 2002, meu amor por São Paulo, que já não era pouco, cresceu.

Adoro tudo nela. Até os congestionamentos, chuvas, mudanças repentinas de clima, etc. Se até essas coisas me agradam, que dizer das melhores? Pizzas, bares, clubs, restaurantes, livrarias, bancas de jornal, estações de rádio, cinemas, teatros, parques, museus, shopping centers, tanta coisa...

Quatrocentos e cinqüenta anos de história, de idade.

Quatrocentos e cinqüenta razões para amar São Paulo

Parabéns, minha cidade querida e amada!
E que eu possa ver-te completar e parabenizar-te nos teus 500 anos.

Minha pequena homenagem a esta imensa cidade (não, não é Sampa):

SÃO PAULO, SÃO PAULO
(Premeditando o Breque)

É sempre lindo andar na cidade de São Paulo.
O clima engana, a vida é grana em São Paulo.
A japonesa loura, a nordestina moura de São Paulo.
Gatinhas punks, um jeito yankee de São Paulo.

Na grande cidade me realizar morando num BNH.
Na periferia a fábrica escurece o dia.

Não vá se incomodar com a fauna urbana de São Paulo.
Pardais, baratas, ratos na rota de São Paulo.
E pra você criança muita diversão e poluição.
Tomar um banho no Tietê ou ver TV.

Na grande cidade me realizar morando num BNH
Na periferia a fábrica escurece o dia.

Chora Menino, Freguesia do Ó, Carandiru, Mandaqui, ali.
Vila Sônia, Vila Ema, Vila Alpina,
Vila Carrão, Morumbi, Pari.
Butantã,Utinga, Embu e Imirim, Brás, Brás, Belém.
Bom Retiro, Barra Funda, Ermelino Matarazzo
Mooca, Penha, Lapa, Sé, Jabaquara, Pirituba, Tucuruvi, Tatuapé.

Pra quebrar a rotina num fim de semana em São Paulo.
Lavar um carro comendo um churro é bom pra burro.

Um ponto de partida pra subir na vida em São Paulo.
Terraço Itália, Jaraguá, Viaduto do Chá.

Na grande cidade me realizar morando num BNH
Na periferia a fábrica escurece o dia
Na periferia a fábrica escurece o dia


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Mas pra quem quiser a mais batida (mas ainda genial) Sampa, do Caetano Veloso:
Leia Sampa
Toque Sampa

T P M

Eu gosto de TPM.
Gosto de como variam as opiniões.
Gosto de como fica tudo junto ao mesmo tempo, mas, claro, pode-se distinguir três indivíduos.
Gosto do pseudointelectualismo com pretensões a qualquer coisa, da torrente de palavras singelas e da crítica social bem-feita.
Gosto do amor pela escrita, do meio de comunicação, da comum falta de vontade de escrever.
Gosto da variedade de gostos e de todos os comuns.
Gosto da latência, da inconstância, da crueza irônica.
Gosto da constante vontade de ser, de gritar, de fazer calar.
Gosto da verdade escondida por trás e revelada, sem máscaras, em cada um dos blogs.

T. P. M.
Two Moranguitos
Pensando Melhor
MusicoMind

Eu gosto do conjunto.
Congrats!!!

Por desleixo, e até pela distância do blog, acabei esquecendo de parabenizar a sempre amiga Lívia, que por mero acaso vem a ser irmã da namorada do meu irmão.

Lívia, meus mais sinceros parabéns!!!!!!
Fico muito feliz por você ter passado no curso desejado na faculdade desejada! (Aos desavisados as duas lacunas são preenchidas respectivamente por "Medicina Veterinária" e "Universidade Federal de Viçosa")
Meus parabéns, que são dados com alegria mas não sem já uma pontinha de saudade...
:))

sábado, 24 de janeiro de 2004

21 Gramas
(21 Grams – EUA – 125min – 2003)

Grande diretor, grandes atores, roteiro inovador: bom filme.

Câmera na mão, coloração saturada na pós-produção, silêncios substituindo trilha sonora nos momentos de tensão, roteiro de histórias ramificadas e edição memorável. Tudo isso, ou quase tudo, eu já esperava, afinal Alejandro González Iñárritu tem seu nome e estilo já marcados por Amores Brutos. O que realmente me surpreendeu foi a atuação de Naomi Watts, que se não tinha sido um nome a ser lembrado por O Chamado, agora sem dúvida o é. Nome, rosto e seios, diga-se de passagem. Do bom Benício e do antipático Sean Penn nenhuma novidade, cumprem muito bem seus papéis; mas é Naomi Watts quem chama atenção.

O roteiro brinca com a temporalidade e destrói a linearidade, o que faz de 21 Gramas um filme incomum. Não se trata de repartir o filme em capítulos e desordená-los, ou de editá-lo seqüencialmente ao contrário, mas de simplesmente não saber se o próximo corte de câmera se dará num tempo anterior ou posterior ao que se está mostrando. Isso diverte e entretém o cérebro, que naturalmente tenta montar o filme e decifrá-lo. Este processo, contudo, deixa o filme cansativo com o passar de uma hora. Ainda não sei se é o filme que diminui um pouco o ritmo, ou se é o espectador que cansa do exercício de lógica.

Como bem disse minha companheira, é um “filme sufocante”, com “cara de filme de mostra”.

Drama psicológico com roteiro entrecortado. Ousadia. Cinema mexicano. Iñárritu.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2004

     Lala!

     Nunca fui muito afeito aos Teletubbies, os débeis personagens do programa infantil homônimo. Assim como nunca fui simpático aos vendedores de petiscos e afins na praia. Agora, é no mínimo ridículo quando juntam estas duas categorias numa só: os vendedores de praia vestidos como Teletubbies.
     Num dia de sol forte, saindo sozinho do mar em direção aos guarda-sóis dos meus amigos e familiares, notei um destes ambulantes, encarnado nas vestes felpudas e amarelas de um Teletubbie, vendendo seu algodão-doce diário.
     Ele passava em frente ao meu destino, chamativo, bem na minha linha de visão. Fiz uma careta. "Como alguém pode estar vendendo algodão-doce numa roupa quente como essa num verão quente como esse?"”, pensei numa fração de segundo. Ele, para meu azar, olhava em minha direção no momento exato do meu sinal repreensor, e, ao avistar-me, estacou. "A besta deve estar achando que eu quero comprar", pensei a seguir. Parado, assitindo à minha aproximação, a figura com a cabeça desproporcional e mal colocada, de sorriso desfigurado pelo muito uso da fantasia, apertava sua buzininha irritante e desafinada. À pouca distância da figura inocente, ainda desaprovava-a. E eis que de dentro dela saiu à voz grave e sonora:
     – Que que foi??
     Surpreendi-me. Medo? Desdém. Pânico? Ironia. Horror? Graça, isso sim. Sem interferir na minha direção, com um tapinha amigável em seu braço felpudo e icterítico, despedi-me:
     – Nada. – e emendei um – Bom trabalho, cara.
     Ele, não sem antes demorar-se dois segundos, seguiu seu caminho de trabalho diário. Eu segui rindo, ainda deescrente da cena surreal, que marcaria aquele dia como "O dia em que fui peitado pela Lala".

domingo, 4 de janeiro de 2004

Sim, eu voltei.
E o ano também volta, reinicia, só que agora num novo número: 2004.
E 2003, melhor ano da minha vida (com exceção de 1982), é passado. Este passou sim, mas deu lugar a futuros cada vez melhores.

Em tempo, mas atrasado:

FELIZ ANO NOVO!

:D
Guitarrista do Rush é preso após confusão em hotel

MIAMI (Reuters) - O principal guitarrista da banda de rock Rush empurrou uma vice-delegada de uma escada, durante um confronto com a polícia na véspera do ano-novo, em um hotel da Flórida, disseram autoridades na sexta-feira.

Alex Zivojinovich, conhecido como Alex Lifeson, foi preso no Ritz-Carlton de Naples, em uma festa, assim como seu filho Justin e a mulher dele, Michelle. Os três são cidadãos canadenses.

O problema começou pouco antes da meia-noite, quando Justin subiu ao palco do hotel, interferindo na apresentação do conjunto que se apresentava. Ele queria cantar uma música para a mulher, de acordo com informações da delegacia do condado de Collier.

A segurança do hotel chamou a polícia e Alex acabou empurrando a vice-delegada que tentava contê-lo.

fonte: UOL Música

"A modern-day warrior
Mean mean stride,
Today's Tom Sawyer
Mean mean pride"

(Tom Sawyer - Rush)