E tenho que postar as minhas opiniões sobre os filmes vistos na Mostra de Cinema, mas ando numa preguiça.
Assim que terminar a respescagem, que são só 3 dias... :(, publico.
Mas já adianto que quebrei o recorde do ano passado..... e o da amiga-crítica-jornalista-colaboradora-ombroamigo-louquinha-de-plantão-mas-mais-que-tudo-amiga Raphaela X.
Um dia ainda quebramos esse recorde juntos! ;D
sábado, 5 de novembro de 2005
Rock it!
Na dúvida fiz duas vezes. E só mudei uma resposta de lugar.
Industrial rock! Just like Marilyn Manson, you
know what you have to say and you just say it!
I like you very much...just be careful you
don't scare me away...
What genre of rock are you?
brought to you by Quizilla
Alternative rock! You're the very interesting side
of rock... You sometimes reach the masses,
like Placebo, but mostly you're underground and
stay true to your musical roots... Just keep
what you're doing and churn out that good
stuff!
What genre of rock are you?
brought to you by Quizilla
Prefiro a atitude do primeiro, mas as músicas do segundo...
É, esse sou eu mesmo.
:)
segunda-feira, 24 de outubro de 2005
Mostra 2005
Começa a maratona! Correria nas ruas, montagem da programação, conflitos de horário, sono atrasado, torcer para não ter atrasos para não correr o risco de perder o último ônibus pra casa, remorso por abdicar da vida acadêmica e social; mas tudo isso em troca de filmes de qualidade (ou nem sempre) que fazem mais do que simplesmente fazer rir ou chorar e de uma platéia tão ávida e conhecedora como você, de assistir filmes tão à vontade como se tivesse na sua sala (ou nem sempre).
A Mostra, como sempre, está recheada de nomes internacionais e nacionais, é quase impossível passar um dia sem avistar alguma personalidade, óbvio, ligada ao cinema.
De minha parte, resolvi (ou resolveram por mim, já que, quando cheguei, a credencial de 20 já tinha se esgotado – infeliz surpresa) apostar na quebra do recorde anterior (35 filmes em 3 semanas). Claro que isso requer uma maior dedicação ainda a esta paixão antiga.
Personalidades, espectadores, organizadores, números, filas, nomes, nomes, nomes, línguas estranhas, salas e salas, legendagem, poltronas, cabeças, conversas com desconhecidos, amigos de ocasião..... Ah, o cinema!
sábado, 22 de outubro de 2005
Pausa
Preciso de uma pausa.
Pausa dos ruídos
Pausa com o rigor
Pausa com o rumor
Pausa com o remédio
Pausa com o refúgio
Pausa com o error
Pausa com a ressalva
Pausa com o horror
Pausa das ruminações de reminiscências
Pausa com a revolta
Pausa com a rejeição
Pausa destes rumos tortos
Pausa com a reiteração
Só não preciso de pausa com a razão
Ou com o respeito
Pausa não é fim
E só reavaliação de quem não sabe nem o próprio nome.
"Where is your star? /Is it far, is it far... far?"
     Era uma vez uma banda de rock em que eu entrei. Nos divertimos, éramos amigos. A exigência por profissionalismo sempre foi grande e procurávamos suprí-la como e quando podíamos. Ensaiávamos, fizemos shows. Salvo uns bêbados e suas cervejas, as pessoas gostavam, elogiavam. Caí nesse meio, adorando.
     A esse tempo as coisas começaram a ficar quentes entre nós. Isso pelo atrito. Os destinatários perdiam-se entre os sujeitos, que viam diferentes objet(iv)os e não o destinador. Foi uma quebra na comunicação, comunicação esta que mais atrapalhava que ajudava, ao contrário da teoria. Ainda assim queríamos ouvir nosso som, queríamos ser ouvidos. Gravamos um cd, talvez o maior demo de todos.
     Por aí nossa mídia interna andava ruim. Novos desentendimentos que, com projetos diversos, chegaram ao choque. Feridas a fogo em corações harmônicos mostraram as dissonâncias. Sangram e ardem sem nunca curar a si mesmos, inevitáveis.
     Uns se foram, entristecidos; outros ficaram irredutíveis; há ainda quem não quis nada, só sonhando com seu objeto sempre distante nunca tão perto. E pensar que o problema todo veio não de um telefone, mas de um muro, que acordou a todos do mundo pink em que vivíamos.
     E como acontece freqüentemente quando muitos se reúnem com o mesmo propósito:
     – Todos somos eu?
     – Não. Eu sou vários.
     Era uma vez uma banda de rock...
terça-feira, 2 de agosto de 2005
Diretamente, de outubro de 2004...
Finalmente, depois de quase um ano, fiz a lista (com as notas ao lado) de tudo que vi na 28ª Mostra BR de Cinema de São Paulo:

Mal dos Trópicos (0,2)
Los Muertos (0,5)

Exílios (1,2)
Diário de Campanha (1,8)
Herança (1,9)


Vácuo (2,3)
Zatoichi (2,8)
Gemini (2,9)



Visões da Europa (3,2)
Questão de Imagem (3,3)
La Niña Santa (3,3)
Dez (3,4)
O Filho da Prostituta (3,4)
A Batalha de Argel (3,5)
5 x 2 (3,5)
Quase Dois Irmãos (3,5)
Família Rodante (3,6)
Música Cubana (3,7)
Steamboy (3,7)
Bem Vindo a São Paulo (3,7)
Or (3,7)
Confidências Muito Íntimas (3,8)




Não Se Mova (4,0)
Buenos Aires 100km (4,0)
A Prostitura e a Baleia (4,2)
Crimes em Wonderland (4,3)
Terra Prometida (4,3)
Old Boy (4,3)
A Vida É Um Milagre (4,4)
Kedma (4,4)
O Efeito Ketchup (4,5)
Os Sonhadores (4,7)
Casa Vazia (4,8)
Os Educadores (4,8)





Machuca (5,0)
Ufa, trinta e quatro filmes naquelas duas semanas e mais um na semana de repescagem.
Queria tanto conseguir bater esse número esse ano, mas com tanta coisa pra fazer nesse segundo semestre já to achando meio difícil... snifs... Mas até lá tem chão e veremos!
O importante é não perder o espírito da Mostra! :)
segunda-feira, 1 de agosto de 2005
Anima Mundi 2005
No Anima Mundi deste ano, realizado no Memorial da América Latina (local de trabalho da amiga Larilari), assisti a 10 sessões de curtas, sendo que pela primeira vez vi a premiação.
Quase sempre acompanhado da Nati, assisti a quase 100 curtas de todos os países. Não vou comentar um por um, mas os melhores foram:
Ouar Lordz – FRA – Jean-Paul Suau
Piñata – AUS – Mike Hollands
A Buck’s Worth – EUA – Tatia Rosenthal
Badgered – UK – Sharon Colman
Gopher Broke – EUA – Jeff Fowler / Blur Studios
La Revolution des Crabes – FRA – Arthur de Pins
La Migration Bigoudenn – FRA – Alexandre Hebovan, Fafah Togora e Eric Castaing
The Fan and the Flower – EUA - Bill Plympton
Retropolis – FRA – Olivier Brugnoli, Olivier Joignant, Sabrina Miramon e Agnès Rama
The Pope’s Visit – IRL – Gary Blatchford
Raging Blues – FRA – Vincent Paronnaud e Lyonnel Mathiew
Dentist – EUA – Signe Baumane
Repose En Paix – FRA – Bruno Collet
Workin’ Progress – FRA – Gabriel Garcia, Benjamin Fligans, Geordie Vandendaele e Benjamin Flinois
Abba to Zappa – UK – Smith & Foulkes
Learn Self Defense – EUA – Chris Harding
Handshake – EUA – Patrick Smith
Agricultural Report – IRL – Melina Sydney Padua
In The Rough – EUA – Paul Taylor e Blur Studio
Command Z – EUA – Candy Kugel e Vincent Cafarelli
Note a predominância de curtas americanos e franceses. O que mais me surpreendeu foi, acho, o inglês Abba to Zappa, que concorria (e ganhou) na categoria Melhor Portfólio. Difícil de acreditar que o filme que mais tenha me marcado foi uma propaganda; no caso, um comercial de estação de rádio.
Este ano me dei a perceber que os estilos dos desenhos de acordos com seus países: os franceses costumam ser bastante críticos e depressivos; os americanos são os mais inteligentes; os irlandeses, os escrachados, bem crítica ao cotidiano; e os brasileiros e australianos, são engraçados e bem produzidos.
A premiação é boa porque a gente assiste a uma sessão que você sabe que não vai ser ruim, principalmente porque a votação principal é a do público. Pela primeira vez houve prêmio para o responsável por uma animação nas oficinas do evento. Ano que vem vou pensar em algo pra participar... hehehe
Em geral, gostei mais do Anima Mundi deste ano do que dos últimos dois. Agora, a vinheta desse ano... foi horrorosa. Espero que a da Mostra BR de Cinema seja melhor, viu?
quinta-feira, 28 de julho de 2005
Duas Amigas
Duas amigas encontram-se depois de mortas e uma pergunta para a outra:
- Como você morreu?
- Congelada.
- Ai que horror!!! Deve ter sido horrível! Como é morrer congelada?
- No começo é muito ruim: primeiro são os arrepios, depois as dores
nos dedos das mãos e dos pés, tudo congelando...
Aí veio um sono muito forte e depois perdi a consciência.
E você, como morreu ?
- Eu ? De ataque cardíaco. Eu estava desconfiada que meu marido me
traía.
Um dia cheguei em casa mais cedo.Corri até ao quarto e ele estava na
cama,calmamente assistindo televisão. Desconfiada, corro até o porão,
para ver se encontrava alguma mulher escondida, mas não encontrei
ninguém. Corri até o segundo andar, mas também não vi ninguém.
Subi até o sótão e, ao subir as escadas, esbaforida, tive um ataque
cardíaco e caí morta.
- Oh, que pena... Se você tivesse procurado no freezer, nós duas
estaríamos vivas...
quinta-feira, 21 de julho de 2005
quarta-feira, 20 de julho de 2005
Lembra do tempo em que as pessoas dos blogs faziam testes e publicavam, e depois todos que liam aquele blog entravam no site, faziam e colavam no seu próprio blog?
Eram bons tempos.
Here is the result of your Bryan's Purity Test Purity Test.
You answered "yes" to 92 of 175 questions, making you 47.4% socially pure (52.6% socially corrupt); that is, you are 47.4% pure in the social domain.
http://www.geocities.com/bourbonstreet/bayou/8433/testedepureza
segunda-feira, 27 de junho de 2005

"Afinal, quem nunca quis ver um filme pornô muito bem filmado com uma trilha sonora incrível?"
(Cineclick)
terça-feira, 21 de junho de 2005
OK Computer, da banda britânica Radiohead, foi eleito o melhor disco dos últimos 20 anos pela revista americana especializada em música Spin.
Um painel de especialistas escolheu o disco, de 1997, porque ele "previu de forma fantástica nossa cultura global de agonia comunitária", como declara o editorial da revista, que comemora 20 anos.
Mais de um quarto dos 100 melhores discos escolhidos são de artistas de hip hop, apesar da revista ter no rock o seu foco principal.
Entre os primeiros colocados, It Takes a Nation of Millions to Hold Us Back, do Public Enemy (2º lugar), Nevermind, do Nirvana (3º), The Queen is Dead, dos Smiths (5º) e Sign O' The Times, de Prince, na 8ª posição.
A editora-chefe da revista, Sia Michel, disse ter escolhido discos de 1985 para cá porque as obras das últimas décadas foram marcadas por "brilhantismo, inovação e relevância que sobreviverão aos tempos".
(Tadinha dela... Tudo bem, o OK Computer é genial, agora... não teve brilhantismo nos anos 70??? E no começo dos 80??? E nos 60????????)
O disco é "narrado" por um robô angustiado e baseado na obra de ficção científica O Mochileiro das Galáxias.
Que???????????????????
(fonte: UOL Música, pra variar...)
quarta-feira, 8 de junho de 2005
      Dedicação é a capacidade de se entregar à realização de um objetivo. Não conheço ninguém que tenha progredido na carreira sem trabalhar pelo
menos doze horas por dia nos primeiros anos. Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho sem sacrificar sábados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
      Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá de se dedicar a isto, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo. Se quiser um casamento gratificante, terá de investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.
      O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem. Mas, para conseguir um resultado diferente da maioria, você tem de ser especial. Se fizer igual a todo mundo obterá os mesmos resultados. Não se compare à maioria, pois, infelizmente, ela não é o modelo de sucesso.
      A realização de um sonho depende da dedicação. Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica. Mas toda mágica é ilusão. E ilusão não tira ninguém do lugar onde está.
Recebi por e-mail. É só um lembrete. Pra mim mesmo, às vezes.
Anyway, I think I'm back again.
quarta-feira, 2 de março de 2005
Ixi, tanto que não escrevo...
No niver da Nati, há três semanas, fomos comer comida japonesa junto com a família dela. Komê Sushi, é o nome do lugar. Muito legal, lá. E o melhor é o preço do rozídio: de segunda e terça, "só" R$23. Dá pra comer até não aguentar mais. Ótima pedida. O problema é a localização, que, apesar de ser na V. Madalena, parece ser longe da possibilidade da passagem de uma linha de ônibus por ali... (E, cá entre nós, a Vila Madalena não foi feita pra quem anda de ônibus, né?)
Mas o ambiente é gostoso. Tem uns tatames na parte de cima (só pra não-fumantes) e umas mesinhas na parte de baixo, de onde dá pra ver os arredores boêmios da vila mais famosa da cidade. Gostei. Pretendo voltar quando tiver grana suficiente pra isso...
-.---.----..-.---.---..
O preço de ser diferente
Depois de uma sessão de cinema no Bristol, fui com a sempre companheira Nati ao Bob's da Paulista. Fizemos nossos pedidos e fomos com a bandeja para a parte externa, lá atrás da lanchonete. Sentamos para apreciar a comida. Não demorou muito um rapaz vestido com o uniforme do Bob's e com ar de certa apreensão, como quem tenta pedir um conselho a um desconhecido, se aproximou:
- Oi, você poderia... é que... você tem uma caneta...? É rapidinho, só vou fazer um... uma coisinha, já devolvo, fica sossegado...
Ele tinha uma expressão entre medo e deslumbre, mistura bastante inusitada que lhe conferia um aspecto aéreo, lunático até. Emprestei-lhe uma caneta.
- Já... já te devolvo.
Levou minha caneta me deixando levemente intrigado. Fomos comendo sem comentar nada a respeito. Dez minutos depois, ele retorna com minha caneta e um guardanapo de papel.
- Olha, eu to fazendo isso, mas não ficou muito bom... Ainda preciso melhorar um pouco. Tudo bem se eu ficar com a caneta um pouco mais?
O que ele me mostrava era um escrito "Jackie e Diego" com alguns adornos.
- To fazendo pra minha mina - seu ar lunático se intensificava com o sorriso - acho que ela vai curtir. Tá ficando legal?
Concordei. Estava realmente bonito, bem ornado.
- Já me pegaram aqui desenhando e não gostaram. Até já tomei advertência por ficar desenhando. Eles dizem que não tô trabalhando, essas coisas. Mas tá ficando legal, né?
- Tá, sim. Sem pressa. Usa a caneta o quanto quiser, cara.
Ele agradeceu e ficou num balcão próximo, abaixado desenhando. Ao sairmos, passando pelos banheiros, ele me mostrou o papel. Parecia outro, muito mais bonito.
- Pior que não vai ser nem eu que vou dar pra ela. Vou usar minha irmãzinha pra levar pra ela na hora do recreio... - ele fez um semblante doce, infantil - Vai ser tão bonitinho...
Só então percebi. Minhas impressões estavam erradas. Ele era só um cara apaixonado com uma mente criativa.
Ele me devolveu a caneta, agradecendo. Tomei-a de volta e fomos saindo da loja pelo corredor. Em direção contrária à nossa, com um rosto de austeridade, o gerente da lanchonete se encaminhava para o fundo da loja...
sábado, 26 de fevereiro de 2005
Como pude esquecer de escrever isso aqui????
Meu irmão passou na USP, po##@!!!
Agora já são dois! Hehehehe... Direito, sem dúvida, dá um status. Na USP, então...
Parabéns, moleque!
:D
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2005
Tempo é uma coisa engraçada. E a gente percebe isso quando limpa a casa. Primeiro pelo pó: "Meu Deus, quanto tempo faz que eu não varro isso??". Mas depois e mais importante é a hora de jogar coisas no lixo, de pôr as agendas em dia, de achar antigos arquivos perdidos num canto do pc, de achar antigos "Favoritos" num cd jogado, de achar bons amigos há muito distantes por causa do Orkut...
Tudo isso faz a gente pensar no tempo, em quanto se passou, como passou tão rápido ou porque demorou tanto a acontecer (caso tenha acontecido), qualquer bobagem que antes parecia tão importante ou aquele fato importante que antes parecia bobagem.
Os blogs acabaram, lindas garotas foram morar em países distantes, outros têm filho, outro a gente acha que nunca mais vai ver e estão ali do lado e alguns, claro, sempre há, a gente nunca mais vê...
Tenho só 20 e poucos anos e já vi tudo isto. Às vezes me sinto como a Björk no Dancing in the dark, parece que "já vi tudo isso". Mas ao mesmo tempo... dá uma vontade louca de ir e explorar o desconhecido unicamente pelo fato de ser "desconhecido".
Faz tempo que não sou tão vago. E a internet, as pessoas que lêem na internet, não gosta de vaguidão. Gostam sim é de informação direta e prática. Pesquisas comprovam isso. Li isso rapidinho em algum lugar por aí...
Mas o interessante do tempo passar é as grandes mudanças que ele consegue promover. Acho que isso é que há de tão fascinante nesse tópico tão lugar-comum que é falar do tempo. E é batata: quão mais tempo pelo qual você já passou, mais tempo vai passar recordando todo o tempo passado.
O tempo é mesmo engraçado.
"Eu hoje joguei tanta coisa fora
Hoje vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias, gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim..."
terça-feira, 25 de janeiro de 2005
Ah, que maravilha estar de férias... Poder ver quantos filmes quiser, ler, ter tempo de pensar no que fazer!
Mas... (e tudo tem um "mas") depois de uma simples mas divertida festa de uma amiga no CRUSP, tive algumas complicações gastro-intestinais que quase minaram as minhas forças e, portanto, meus planos para as férias na praia de Bertioga.
Ainda ruim, fui pra lá, diarréia, náuseas, febre... Mal mesmo. Passamos dois dias (eu e a famosa namorada) com minha família lá no falado camping que eu ainda não conhecia. Apesar de tudo isso e da chuva, foi legal. Andar bastante pela praia, tomar açaí com os irmãos, falar bobagem, rir, tocar com o Leonardo, etc.
Agora estou melhor. A Nati ainda ficou ruim depois de mim, com direito a visita ao PS de lá - como eu, aliás, que fiquei com a veia estourada depois de passar pelas maãos de uma enfermeira feia e incompetente mas simpática... Mas tudo bem agora.
Ainda tenho um restinho de férias pra curtir e descansar. Até começar tudo de novo. (Não vou pensar nisso...
...
...
droga!)
domingo, 9 de janeiro de 2005
sábado, 1 de janeiro de 2005
Ultimamente não me lembro de ter uma festa de Natal que eu realmente tenha gostado. Quando criança não, era bem diferente. Costumava ser na casa da minha avó e minha tia fazia empadas sem recheio e se vestia de Papai Noel, identidade que logo desmascarei. Era uma época da comida boa e muita, época da aguardada entrega de presentes, de felicidades, abraços e confraternização.
De uns tempos pra cá, tudo foi mudando. Minha visão da festa foi mudando. Passei a enxergar injustiças, crises, a desenvolver senso crítico e achar motivos para não se comemorar. "É uma época para perdoar, para esquecer as diferenças", nos bombardeiam os filmes, músicas e pessoas próximas. Pra mim era só uma época em que já tiveramos muito o que se comemorar mas que não passava de pura tradição sem sentido, que foi conservada, mesmo que seu real intento não fosse mais aplicado no nosso dia-a-dia. A época de paz, de solidariedade agora tinha data marcada. E vinha com a asia da hipocrisia materializada na comida.
Muito disso ainda hoje vejo assim. Mas neste ano algo realmente mudou pra mim. O que é diferente esse ano é que estamos crescendo. Eu, na faculdade e trabalhando, meu irmão saiu do trabalho pra estudar integralmente pro vestibular, e minha irmã, além de encarar o vestibular pela primeira vez pra valer, também teve seu dia de "população economicamente ativa" também pela primeira vez, trabalhando numa loja de shopping. Todos estão crescendo. E isso se refletiu no dia 24, com os preparativos para a comilança anual. Pode parecer bobagem, mas isso diz muita coisa da nossa relação.
Todos os quatro temos agendas tão distantes e distintas que é raro nos encontrarmos para uma refeição. Desta vez, não só estávamos juntos para a refeição, como estivemos na cozinha ao mesmo tempo, cantando, provando e fazendo piadinhas que fazem minha mãe chorar de rir. Cada um dando o seu toque pessoal àquela comida toda e isso é mais festa pra mim do que a entrega de presentes.
Uma discussão recente com meu pai me fez ver que de fato eu sou o membro que é mais distante da família. Mas foi muito divertido ter cozinhado com meus irmãos para receber meu tio, minha avó e minha tia, que não se vestiu de Papai Noel, mas cujas empadas ficaram por conta de terceiros (e nossos estômagos agradecem).
Fizemos uma festa nossa, com uma comida nossa, com a nossa cara, com nossas emoções, frustrações, esperanças e união. A asia do dia seguinte ainda segue inevitável, mas desta vez foi pela quantidade, não pela qualidade da nossa festa.
sábado, 25 de dezembro de 2004
fonte: Grammy.com
Gravação do Ano
* The Black Eyed Peas - Let's Get It Started
* Ray Charles & Norah Jones - Here We Go Again
* Green Day - American Idiot
* Los Lonely Boys - Heaven
* Usher - Yeah
Álbum do Ano
* Ray Charles & Vários - Genius Love Company
* Green Day - American Idiot
* Alicia Keys - The Diary of Alicia Keys
* Usher - Confessions
* Kanye West - The Colleger Dropout
Música do Ano (para o compositor)
* John Mayer - Daughters
* Alicia Keys - If I Ain't Got You
* Kanye West - Jesus Walks
* Tim McGraw - Live Like You Were Dying
* Hoobastank - The Reason
Melhor Novo Artista
* Los Lonely Boys
* Maroon5
* Joss Stone
* Kanye West
* Gretchen Wilson
Pop Vocal Feminino
* Björk - Oceania
* Sheryl Crow - The First Cut Is The Deepest
* Norah Jones - Sunrise
* Gwen Stefani - What You Waiting For?
* Joss Stone - You Had Me
(o que quer que eles chamem de pop...)
Pop Vocal Masculino
* Elvis Costello - Let's Misbehave
* Josh Groban - You Raise Me Up
* John Mayer - Daughters
* Prince - Cinnamon Girl
* Seal - Love's Dinive
Performance Pop Duo ou Grupo, com Vocais
* Evanescence - My Immortal
* Hoobastank - The Reason
* Los Lonely Boys - Heaven
* Maroon5 - She Will Be Loved
* No Doubt - It's My Life
Melhor Gravação Dance
* Basemente Jaxx - Good Luck
* The Chemical Brothers - Get Yourself High
* Kylie Minogue - Slow
* Scissor Sisters - Comfortably Numb
* Britney Spears - Toxic
(o que quer que eles achem que é "Dance"... mas dentre os cinco, surpreendentemente - nem eu mesmo acredito! - eu prefiro a da Britney)
Melhor Álbum de Dance/Eletrônica
* Basemente Jaxx - Kish Kash
* The Crystal Method - Legion Of Bloom
* Paul Oakenfold - Creamfields
* The Prodigy - Always Outnumbered, Never Outgunned
* Paul Van Dyk - Reflections
Performance Duo ou Grupo de Rock, com Vocais
* Elvis Costello & The Imposters - Monkey To Man
* Franz Ferdinand - Take Me Out
* Green Day - American Idiot
* The Killers - Somebody Told Me
* U2 - Vertigo
(eu prefiro o Franz Ferdinand, mesmo não tendo ouvido o Costello e os tals de Killers...)
Performance Hard Rock
* Incubus - Megalomaniac
* Metallica - Some Kind of Monster
* Nickelback - Feelin' Way Too Damn Good
* Slipknot - Duality
* Velvet Revolver - Slither
(a banda dos ex-Guns N' Roses vem com tudo, mas eu fico com o Incubus)
Melhor Performance Rock Instrumental
* The Allman Brothers Band - Instrumental Illness
* Los Lonely Boys - Onda
* Rush - O Baterista
* Steve Vai - Whispering A Prayer
* Brian Wilson - Mrs. O'Leary Cow
(RUSH! RUSH! RUSH! RUSH! RUSH! RUSH!)
Melhor Música Rock
* Green Day - American Idiot
* Velvet Revolver - Fall To Pieces
* Modest Mouse - Float On
* The Killers - Somebody Told Me
* U2 - Vertigo
(definitivamente DIFÍCIL! Acho que vai acabar ficando com o Green Day)
ÁLbum Rock
* Elvis Costello & The Imposters - The Delivery Man
* Green Day - American Idiot
* Hoobastank - The Reason
* The Killers - Hot Fuss
* Velvet Revolver - Contraband
(me surpreendeu pelo Hoobastank, que soa como bandinha insossa...)
Álbum de Música Alternativa (yeah!)
* Björk - Medulla
* Franz Ferdinand - Franz Ferdinand
* PJ Harvey - Uh Huh Her
* Modest Mouse - Good News For People Who Love Bad News
* Wilco - A Ghost Is Born
(preciso sair do mainstream! Preciso conhecer esses caras, mas a Björk tem um lugarzinho no meu coração. :)
Melhor Álbum de Trilha Sonora para TV / Cinema:
* Cold Mountain
* De-Lovely
* Garden State
* Kill Bill Vol. 2
* Shrek 2
(difícil! Mas Tarantino é o cara! E trilha sonora é a especialidade da casa...)
Melhor Álbum "Orquestral" de Trilha Sonora para TV / Cinema:
* Angels In America
* Big Fish
* Eternal Sunshine Of The Spotless Mind
* Harry Potter And The Priosioner Of Azkaban
* The Lord Of The Rings - The Return Of The King
(esse tá complicado!)
Melhor Música feita para Trilha Sonora para TV / Cinema:
* Shrek 2 - Accidentally In Love (Counting Crows)
* As Bicicletas de Belleville
* Senhor dos Anéis 3 - Into The West (Annie Lennox)
* Cold Mountain - The Scarlet Tide (Alison Krauss)
* Cold Mountain - You'll Be My Ain True Love (Sting & Alison Kraus)
(eu voto no Sting, mesmo sem conhecer duas)
Melhor Clipe
* Franz Ferdinand - "Take Me Out"
* Green Day - "American Idiot"
* George Michael - "Flawless"
* Steriogram - "Walkie Talkie Man"
* U2 - "Vertigo"
Outros destaques:
Norah Jones em Melhor Álbum Pop com Vocais, com Feels Like Home; concorrendo com Sarah McLachlan, com Afterglow; e com Ray Charles & Vários, Genius Love Company
Jorge Benson, Ben Harper e Brian Setzer concorrem em Melhor Performance Pop Instrumental
Paul McCartney & Eric Clapton em Melhor Colaboração em Pop com Vocais, com Something
Norah Jones em Melhor Engenharia de Som em Álbum Não-Clássico, com Feels Like Home
Beastie Boys em Melhor Coletânea
Cyndi Lauper em Melhor Arranjo Instrumental Acompanhando Vocalista, com Unchained Melody
Em Melhor Produtor de Álbum Não-Clássico concorrem, entre outros, T Bone Burnett (responsável pela trilha de Cold Mountain), Rob Cavallo (por American Idiot, do Green Day) e John Shanks (por The First Cut Is The Deepest, da Sheryl Crow e So-Called Chaos, da Alanis Morissette)
Em Melhor Remix concorrem uma versão de "It's My Life", do No Doubt e uma de "Amazing" do George Michael, entre outras
John Lithgow, o ator, concorrendo em Melhor Álbum Falado para Crianças com Carnival of the Animals
Bill Clinton em Melhor Álbum Falado com My Life. Ele concorre com Steve Martin, com The Pleasure of my Company; com John Lithgow, Lily Tomlin e outros, com The World According To Mr. Rogers, entre outros.
Ellen Degeneres, em Melhor Álbum de Comédia, com The Funny Thing Is...
Eric Clapton em Melhor Álbum de Blues Tradicional com Me and Mr. Johnson
Slipknot e Motörhead concorrem em Performance Metal
Incomum:
Melhor Álbum de World Music Tradicional:
*Sí, Soy Llanero - Música Joropo das Planícies de Orinoco da Colômbia
*um álbum de uma cara/banda chamado(a) Peru Negro
*Abayudaya - Música do Povo Judeu de Uganda
segunda-feira, 29 de novembro de 2004
Não fazendo música, mas um toque de cinema já tá ajudando.
Conseqüências da Mostra, eu já deveria esperar.
Minhas notas caíram.
Minha moral também.
Professor bom cobra muito. Talvez só assim a gente aprenda assuntos chatos (já que pros legais a gente nem precisa fazer esforço)
É triste.
E sei que parte é o trabalho, que me mata e suga a felicidade da minha alma... Mas só é assim porque é algo que não gosto. Com música ou cinema tudo seria diferente.
Until then...
Faz tempo que não sou sincero aqui.
Às vezes até faz bem...
domingo, 14 de novembro de 2004
(BRA - 100min - 2004)
Dezessete diretores de países variados foram convidados a filmar com uma Betacam qual era a cara da cidade de São Paulo para eles. A união dos resultados dessa idéia é o filme Bem Vindo a São Paulo. Para costurar as idéias de um curta a outro, foi convidado a narrar sobre as imagens da cidade e de sua transformação Caetano Veloso, com textos bonitos, que fazem pensar e até um poema lindo que introduz o curta morto "Natureza morta".
O próprio Caetano assina um dos curtas, "Concreto", em que nomeia árvores nacionais do modo como os índios as chamavam. Algo como um atestado de mea culpa pela imposição portuguesa suprimindo as culturas nativas. Ou pelo menos o reconhecimento de um descendente dessa violação.
Gostei muito de "Alguma coisa acontece", da Maria de Medeiros (a Fabienne, de Pulp Fiction), que lê a letra de "Sampa" com seu sotaque português enquanto mostra o ponto de vista de alguém que atravessa uma rua, entra num prédio, sobe o elevador e vê a cidade do alto. Muito bonito.
Interessante o Amos Gitai falando sobre o que ele queria fazer para filmar o curta, o que ele queria mostrar. E isso já é o curta em si. Uma metalinguagem peculiar.
"Signos" mostra rapidamente a poluição visual da cidade. Isso é um sinal de evolução? Max Lemcke consegue mostrar muito da cidade só com suas placas, avisos, lambe-lambes, luminosos e placares. Criativo e dá uma boa imagem do caos visual dessa megalópole.
Leon Cakoff, o grande pai da Mostra, organizador máximo dessa festa, imita Gitai em seu curta "Esperando Abbas". Abbas Kiarostami queria fazer um curta sobre uma menina que pega revistas nas lixeiras da Av. Paulista e essa menina tinha um amigo também morador de rua. Tudo real, nada de atores. O filme de Cakoff é uma entrevista com a pessoa que faria esse morador de rua, um rapaz que guarda carros, sem instrução e com o senso lógico comprometido, provavelmente por culpa da sua situação social marginalizada. Tragicômico. Cinema do acaso.
Mas o melhor é o último - que deu nome ao conjunto de filmes -, do alemão Wolfgang Becker, o mesmo de Adeus, Lênin. Uma batida eletrônica com um toque de axé para uma busca acelerada por algum estabelecimento desconhecido. Achado o lugar (uma loja de discos), olha-se disco a disco - com uma edição perfeita. Achado o disco, vai para a vitrola. Sai o som eletrônico e entra, ao descer da agulha, "Sampa", de Caetano Veloso. E ouvimos toda a música com imagens poéticas da cidade. L-I-N-D-O.
Mas fora esses geniais, há alguns parados que não dizem muito e que não mostram nem um lado bonito, nem poético, nem caótico. Só mostram. Coisa que qualquer paulistano que tenha botado o nariz pra fora de casa vê normalmente, como "Manhã de Domingo", do famoso finlandês Mika Kaurismäki.
Outros até beiram o desinteresse, como o de Kiju Yoshida. Este mostra uma atriz japonesa entrevistando uma "sansei" brasileira. Conversam sobre os difíceis primeiros dias de imigração japonesa e suas conseqüências. Cansativo.
Ou até "Fartura", que mostra uma feira de rua, como qualquer outra. Pode até ser exótico pros olhos extra-nacionais, mas tinha melhor jeito de mostrar isso além de só filmar a feira, sem acrescentar nada.
Uma mescla de ótimos, de médios e de banais. Apesar da iniciativa pertinente à Mostra, não é (só) isso que é São Paulo, mas já é um começo. Um bom começo.
(The Edukators - ALE/AUS - 127min - 2004)
Filme que discute posições políticas e ideologias coletivas.
A história é uma uma dupla de rapazes que se entitulam "Os Educadores". Essa dupla entra em grandes casas mansões pra revirar os móveis e deixar alertas de que o dinheiro deles está sendo mal usado ou que eles têm dinheiro demais.
É um filme muito interessante, muito político, claro, bastante cabeça e inteligentíssimo. E mostra como a sociedade pode ser podre, discutindo esses valores.
A direção é ótima. A trilha sonora é maravilhosa, com rocks pesados e toques de música eletrônica, um tema final do Jeff Buckley muito bonito, que é repetido quase um pouco demais.
É um filme muito bom, gostoso de assistir, divertido, e que passa rápido, embora não seja leve.
Os atores estão bem, o roteiro é forte, consistente.
A única coisa que podia ser melhor é a edição. Mas nada demais. Os atores, além de talentosos, são muito bonitos, outro chamariz.
Os Educadores é um filme que fala sobre revoluções, mas também tem uma história paralela de conflitos, de troca de casais, o que diz que toda posição reflete uma escolha na reação. Toda revolução tem suas conseqüências e se paga por cada mudança. Isso se opera tanto politicamente quanto no relacionamento dos dois amigos, quando da entrada da namorada de um no time deles.
"Algumas pessoas nunca mudam". Genial. Saí do filme vendo mais nitidamente o mundo corrupto e hipócrita que nos circunda, porque o filme revela algumas verdades do mundo.
(Bin-jip - SKOR/JAP - 95min - 2004)
      É o tipo de história que pode-se enxergar muitas dentro dela.
      Primordialmente é uma história de amor. O seu enredo é muito interessante: um rapaz entra nas casas de pessoas que estão viajando, faz comida, passa um final de semana e, em troca, lava as roupas do morador à mão e conserta tudo que tem de quebrado ou errado na casa. Numa dessas investidas, ele entra em um domicílio que ele pensa estar vazio. Lá, há uma mulher que acabou de ser agredida pelo marido, mas este não está. Ao retorno do marido, o invasor se enfurece e intercede. Ela então foge com o recente amigo e passam a fazer a dois o que antes ele fazia sozinho: entrar em casas vazias.
      A inserção dela nas atitudes dele provoca alguns sorrisos, como quando ela passa a ficar a seu lado nas fotos que ele tira de si mesmo junto com algum objeto da casa invadida.
      É um filme saboroso e simples no que conta, mas muito complexo no que quer dizer. E como é típico no cinema oriental, diz muito falando pouco. Quase não há falas, mas tem uma estética visual linda. A fotografia é muito bonita e as cores na pós-produção são um primor. É de encher os olhos.
      A atuação do casal principal é instigante, captando o espectador pra dentro da história deles. Destaque para a expressividade do olhar de Hee Jae, o invasor, em quem incide o ponto de vista principal.
      O roteiro é genial, inteligentíssimo. E, por meio desse enredo simples e diferente, diz muito sobre o nosso mundo. Para melhor explicar a sua intenção como diretor e roteirista - bastante promissor, aliás -, Kim Ki-duk fecha o filme com uma frase ótima antes dos créditos: "É difícil dizer se vivemos num mundo de ilusão ou realidade".
      Diferente, interessante, divertido e muito, muito lindo.
(Intimate strangers - FRA - 104min - 2004)
Nem só de nome é feito o filme. É isso que acontece com o diretor Patrice Leconte.
Este é um bom filme baseado num roteiro até bem original: uma mulher com problemas com o marido resolve procurar um psicanalista mas confunde a porta do médico com a de um corretor fiscal. Ele não revela a ela que não é o que ela pensa e começa a se interessar pelo seu relato. Ela acaba descobrindo mas mesmo assim mantém a relação porque lhe faz bem. Ele, por outro lado, passa ver o psicanalista, o da porta certa, por causa dela. Tudo complica quando o marido dela descobre e imagina que ela está tendo um caso com o psicanalista, que não é um psicanalista. Trata com humor os mistérios da mente e das relações humanas.
É um filme divertido, inteligentíssimo, principalmente nos diálogos rápidos. Sagaz e engraçado.
Mas é exatamente a direção que peca em alguns pontos, como por exemplo deixa o filme perder o pique do meio para o final e tenta corrigir com uma trilha sonora de suspense, suspensão que não há no filme.
A edição tem uns erros grotescos como falta de corte de claquete digital, que chega a aparecer por alguns milissegundos. Não só por isso a direção em geral não é boa, com câmeras na mão tenta jogar o espectador pra dentro da história quando não precisa, quando os atores (muito bons, aliás) poderiam fazer o trabalho por si. Isso acaba deixando o filme um pouco forçado. Os enquadramentos seguem a mesma linha de desinteresse.
É um filme com um tema interessante, um enredo incomum, mas que não foi bem tratado pelo diretor. Está longe de ser um filme ruim. Destaque para as atuações tanto de Fabrice Luchini (o "psiquiatra") quanto de Sandrine Bonnaire (a mulher).